Dores nos punhos, ombros, braços ou coluna podem parecer desconfortos comuns depois de um dia intenso de trabalho. Quando esses sintomas se tornam frequentes, porém, podem indicar a existência de um problema que merece atenção tanto do colaborador quanto da empresa.
É nesse contexto que aparecem as siglas LER e DORT, frequentemente relacionadas a atividades repetitivas, posturas inadequadas, esforço excessivo e outros fatores presentes na rotina profissional.
Essas condições podem comprometer a qualidade de vida dos trabalhadores e, quando não existe uma estratégia adequada de prevenção, também gerar impactos para a organização. Afastamentos, queda de produtividade e aumento do absenteísmo são algumas das consequências que podem surgir.
Por isso, prevenir LER e DORT deve fazer parte de uma gestão eficiente de saúde e segurança do trabalho.
O que são LER e DORT?
LER significa Lesões por Esforços Repetitivos, enquanto DORT significa Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho. Os termos são utilizados para abordar diferentes problemas que podem afetar músculos, tendões, nervos e outras estruturas do sistema musculoesquelético.
Essas condições não estão restritas a trabalhos que envolvem grande esforço físico. Atividades administrativas também podem apresentar fatores de risco, especialmente quando o profissional permanece por longos períodos na mesma posição, utiliza equipamentos inadequados ou executa movimentos repetitivos durante boa parte da jornada.
É justamente por isso que a prevenção precisa considerar a atividade real desempenhada pelo trabalhador, e não apenas o segmento ou o ambiente em que a empresa atua.
Quais fatores podem contribuir para LER e DORT?
Não existe uma única causa responsável pelo desenvolvimento desses problemas. Geralmente, diferentes fatores podem estar envolvidos e precisam ser analisados de acordo com cada atividade profissional.
Entre os fatores que merecem atenção estão:
- Movimentos repetitivos durante períodos prolongados;
- Posturas inadequadas;
- Esforço físico excessivo;
- Mobiliário ou equipamentos inadequados;
- Ausência de pausas e recuperação suficientes.
Também é importante considerar aspectos relacionados à própria organização do trabalho, já que ritmo, demandas e características das atividades podem influenciar as condições às quais o colaborador está submetido.
Quais são os sinais que merecem atenção?
LER e DORT podem se manifestar de maneiras diferentes. Em alguns casos, o trabalhador começa a sentir apenas um pequeno desconforto ao final da jornada. Com o passar do tempo, os sintomas podem se tornar mais frequentes e interferir na realização das atividades.
Dor, formigamento, sensação de peso, fadiga muscular, redução da força e limitação de movimentos são alguns sinais que podem exigir avaliação profissional.
O ponto mais importante é não normalizar desconfortos persistentes simplesmente porque determinada atividade é realizada diariamente. A identificação precoce de alterações permite que sejam avaliadas as condições de trabalho e adotadas medidas preventivas ou corretivas quando necessário.
Qual é a relação entre ergonomia, LER e DORT?
A ergonomia possui um papel fundamental na prevenção de problemas musculoesqueléticos relacionados ao trabalho. Seu objetivo é adaptar as condições de trabalho às características dos trabalhadores, considerando aspectos físicos e organizacionais da atividade.
Em um ambiente administrativo, por exemplo, podem ser analisados fatores como altura da mesa, cadeira, posicionamento do monitor, utilização do teclado e organização do posto de trabalho. Já em atividades operacionais, podem existir questões relacionadas ao levantamento de cargas, movimentos repetitivos, ferramentas utilizadas e esforço necessário para executar determinada tarefa.
Isso mostra que ergonomia não significa simplesmente comprar uma cadeira confortável. É necessário avaliar como o trabalho realmente acontece e quais fatores podem representar riscos para os colaboradores.
Como a empresa pode prevenir LER e DORT?
A prevenção começa pela identificação dos fatores de risco existentes nas atividades. A partir dessa análise, podem ser adotadas medidas adequadas à realidade de cada função.
Algumas ações que podem fazer parte desse processo são:
- Avaliar ergonomicamente os postos de trabalho;
- Ajustar equipamentos e mobiliários quando necessário;
- Orientar os colaboradores sobre práticas seguras;
- Rever atividades excessivamente repetitivas;
- Acompanhar continuamente as condições de saúde e trabalho.
O ideal é que essas medidas façam parte de uma estratégia contínua, e não sejam implementadas somente depois que surgem afastamentos ou reclamações recorrentes.
Por que os exames ocupacionais são importantes?
Os exames ocupacionais também fazem parte da estratégia de acompanhamento da saúde dos trabalhadores.
Quando integrados a um PCMSO elaborado de acordo com os riscos existentes na empresa, eles permitem monitorar a saúde dos colaboradores durante diferentes momentos do vínculo profissional.
Esse acompanhamento é especialmente importante porque algumas alterações podem evoluir gradualmente. Manter os exames nos períodos adequados e garantir que os riscos das funções estejam corretamente identificados ajuda a empresa a construir uma gestão mais preventiva.
Além disso, as informações da medicina ocupacional devem estar alinhadas às avaliações realizadas pela área de segurança do trabalho. Essa integração permite uma visão mais completa das condições existentes dentro da organização.
Quais impactos LER e DORT podem gerar para a empresa?
Os impactos não se limitam à saúde individual do colaborador. Quando problemas musculoesqueléticos se tornam frequentes dentro de uma organização, toda a operação pode sentir seus efeitos.
Afastamentos podem exigir redistribuição de tarefas e sobrecarregar outros profissionais. A produtividade também pode ser afetada quando trabalhadores continuam exercendo suas funções com dores ou limitações.
Há ainda custos relacionados ao absenteísmo, substituição de profissionais e possíveis questões trabalhistas quando existe relação entre a condição apresentada e a atividade profissional.
Por isso, investir em prevenção também representa uma decisão estratégica para reduzir custos e preservar a continuidade das operações.
A importância de criar uma cultura de prevenção
Uma empresa realmente comprometida com saúde e segurança não espera que um problema aconteça para começar a agir.
Criar uma cultura preventiva significa acompanhar as condições de trabalho continuamente, ouvir os colaboradores, identificar mudanças na operação e revisar os riscos sempre que necessário.
Também é importante que gestores entendam que pequenos sinais podem revelar oportunidades de melhoria. Reclamações frequentes de dores em determinado setor, por exemplo, não devem ser tratadas como algo inevitável da função.
Ao analisar essas informações e buscar orientação especializada, a organização consegue desenvolver soluções mais adequadas e evitar que situações simples evoluam para problemas maiores.
Como a Ecomed pode ajudar sua empresa?
A prevenção de LER e DORT exige uma visão integrada da saúde e segurança do trabalho. Avaliar os riscos, acompanhar a saúde dos colaboradores e manter os programas ocupacionais adequados à realidade da empresa são partes fundamentais desse processo.
A ECOMED Brasil oferece assessoria especializada em Medicina e Segurança do Trabalho, auxiliando empresas no desenvolvimento de uma gestão preventiva e no acompanhamento da saúde ocupacional de seus colaboradores.
Entre os serviços estão exames ocupacionais, gestão de programas de SST e suporte especializado para que as empresas possam manter suas obrigações organizadas e desenvolver ambientes de trabalho mais seguros.
Conclusão
LER e DORT são problemas que podem comprometer a qualidade de vida dos trabalhadores e gerar impactos significativos para as organizações. Embora muitas vezes se desenvolvam gradualmente, isso não significa que devam ser considerados inevitáveis.
Identificar fatores de risco, investir em ergonomia, acompanhar a saúde dos colaboradores e revisar continuamente as condições de trabalho são atitudes que ajudam a reduzir a ocorrência desses problemas.
Mais do que agir diante de um afastamento, uma gestão eficiente busca criar condições para que ele possa ser evitado.
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